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Retrato da Imperatriz do Brasil Amélia de Beauharnais (1812-1873)
Círculo de Joseph Karl Stieler (1781-1858)
Estimativa
10.000 - 15.000
Sessão 1
2 Junho 2026
Descrição
Óleo sobre tela
81x64 cm
Categoria
Pintura
Informação Adicional
Retrato de D. Amélia Beauharnais Leuchtenberg, Imperatriz do Brasil e esposa do Rei D. Pedro IV de Portugal, e primeiro Imperador do Brasil, a meio corpo, voltada de três quartos para a direita, olhando de frente, a partir de uma gravura de Jean-Baptiste Aubry-Lecomte (1787-1858) que se encontra na Pinacoteca de São Paulo.
Filha do então Vice-Rei de Itália, Eugénio de Beauharnais, e da Princesa Augusta Amélia, filha do Rei Maximiliano I da Baviera, D. Amélia era pelo lado paterno neta de Josephine de La Pagerie, mulher do Imperador Napoleão Bonaparte.
Educada em Munique, com a idade de 17 anos, partiu para o Rio de Janeiro, com o propósito de se casar com o D. Pedro I do Brasil, viúvo desde 1826 de D. Leopoldina de Hasbsburgo, e de se tornar na segunda Imperatriz do Brasil.
A imperatriz acompanhará o marido e a enteada, D. Maria da Glória, para a Europa, onde o casal, usando agora apenas o título de Duques de Bragança, verá nascer a sua única filha, Marie Amélie, a 1 de Dezembro de 1831.
Pouco depois D. Pedro parte para os Açores, e só volta a reunir-se a sua mulher e filhas no ano de 1833.
Com a morte de D. Pedro no ano de 1834 D. Amélia fica viúva aos vinte e dois anos, regressa a Munique, e pouco depois regressa definitivamente em Portugal. Em Lisboa, vive entre o Palácio das Janelas Verdes, lugar do actual Museu Nacional de Arte Antiga e a Real Quinta de Caxias e consagra a sua vida aos pobres e aos doentes, nunca perdendo o contacto com os enteados que deixara no Brasil, filhos do primeiro casamento de D. Pedro.
Dos seus retratos mais conhecidos destaca-se o que se encontra no acervo do Palácio Nacional de Queluz no qual a jovem Imperatriz veste um vestido de veludo azul escuro com decote partindo dos ombros enquanto segura um medalhão com a efígie de D. Pedro IV. Ao pescoço, usa um colar de pérolas com pérola pendente em forma de pingo, formando conjunto com os brincos de pérolas semelhante ao que usa no quadro de Friedrich Dürck que encontramos no Museu Nacional Soares dos Reis.
Por outro lado, neste quadro a Imperatriz usa um longo colar de pérolas de duas voltas e uns brincos semelhantes aos do quadro que está no palácio de Queluz.
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