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Cofre
Estimativa
3.000 - 5.000
Sessão 2
26 Março 2026
Valor de Martelo
Registe-se para aceder à informação.Descrição
Em filigrana de prata
Decorado com esmaltes policromados representando motivos vegetalistas
Tampa decorada com ramo, romãs e nuvens ao gosto chinês
Com chave
Possivelmente Sumatra, séc. XVII/XIX
Sem marcas de contraste ao abrigo do Decreto-Lei 120/2017, Artº. 2, nº2, alínea c
(sinais de uso, faltas de esmaltes
8,5x14,5x9,5 cm
750,9 g (bruto)
Categoria
Pratas
Informação Adicional
Uma peça rigorosamente semelhante, com os mesmos motivos florais esmaltados e ornamentos de inspiração chinesa, foi arrematada na Christie's Amsterdam, 15-16 dezembro 2008, lote 275 (inicialmente catalogada como «exportação chinesa, meados séc. XVIII», reatribuída em 2014 a Sumatra Ocidental, circa 1700). Esta última associação consta na p. 122 de Asian Art and Dutch Taste (Gemeentemuseum Den Haag, 2014), de Jan Veenendaal, que distingue os estilos técnicos de filigrana indiana, filipina, chinesa e sumatrense.
Veenendaal identifica a costa oeste de Sumatra — atestada por inventários e relatos de testemunhas oculares do séc. XVIII — como o principal centro regional de produção de filigranas em ouro e prata nos séculos XVII e XVIII. O estilo deste cofre corresponde à descrição sumatrense: «composto por caracóis... geralmente intercalados com pequenos óvalos, assemelhando-se a uma minúscula planta com duas folhas e uma flor (...); por vezes, motivos florais soldavam-se sobre as superfícies de filigrana e preenchiam-se com esmalte verde». O esmalte terá provavelmente sido executado em Batávia (atual Jacarta, Java, capital da Companhia Holandesa das Índias Orientais), célebre por essa técnica.
Detalhes distintivos incluem as quatro cabeças de pino hemisféricas («bun-shape») que fixam a fechadura, assentes em «escadas» de filigrana em zig-zag — traço exclusivo das arquetas sumatrenses. Os ourives de Sumatra adaptavam o estilo aos mercados-alvo (chinês, indiano ou europeu). Não se exclui que a peça tenha sido outrora equipada com caixas de chá, a exemplo de outra com divisórias marcadas por Reynier Brandt, Amesterdão, 1754 (Christie's Amsterdam, 27 abril 2004, lote 251)
Leilão Terminado