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Importante cómoda Luís XV, Jacques Bircklé (séc. XVIII)
Estimativa
8.000 - 12.000
Sessão 1
2 Junho 2026
Descrição
Em pau-rosa, pau violeta e outras madeiras
Marchetaria em buxo representando flores
Ferragens em metal amarelo e tampo em mármore
Duas gavetas e dois gavetões
Estampilhada "J. Birckle" de Jacques Bircklé (Mestre a 30 de Julho de 1764) e punção da JME (Jurande des Maîtres Ébénistes)
França, séc. XVIII
(sinais de uso, vestígios de insectos xilófagos)
89x58x126 cm
Categoria
Mobiliário
Informação Adicional
No século XVIII, a França era a capital da moda europeia e, o gosto francês predominava além-fronteiras com diversas cortes, como a dos Romanov e dos Bragança, a encomendar nas melhores oficinas de Paris.
O trabalho do desenhador, do artesão, do ebanista, do bronzista, aliado aos materiais, às técnicas e às ferramentas formaram uma combinação imprescindível para alcançar um nível de excelência na criação de peças de mobiliário.
A cómoda que apresentamos ostenta estampilha do ebanista Jacques Bircklé (1734-1803), mestre a partir de 30 de Julho de 1764, e a punção de JME (Jurande des Maîtres Ébénistes).
O seu trabalho é caracterizado pelas linhas elegantes do estilo Luís XV em união com os elementos decorativos de inspiração neoclássica. O que o torna como um exemplo do chamado estilo de transição, que se traduz por alterações superficiais, de cariz decorativo, e não estruturais, que antecede o estilo Luís XVI.
Na maioria dos móveis que produziu predomina o trabalho de simples desenhos geométricos em marchetaria, em tons claros e contrastantes. Os temas decorativos seguem o gosto da época, com a representação de vasos com flores, urnas, troféus de música, emolduradas por motivos clássico como gregas.
Foi o seu trabalho de gosto simples, quando comparado a de outros ebanistas do seu tempo, como o famoso Jean-Henri Riesener (1734-1806), que o colocaram nos últimos anos do Antigo Regime Francês (1785-1789), como fornecedor do Garde-meuble da Coroa.
Peças da sua autoria surgem em coleções com o V&A, o Musée Lambinet, o Musée Henri Barré e no Musée Cognac-Jay.
Bibliografia:
Pierre Kjellberg, “Le mobilier français du XVIIIème Siècle, Les Editions de l'Amateur, 2008, pág. 74-78
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